Emy e Paulo Bomfim
O “buggy” parava em frente a loja de meu pai, “Bechir Ferragens e Miudezas em Geral” e dele saía um homem alto, de cabelos claros, bermudão, camisa polo e de tamancos junto de sua Emy, igualmente vestida com simplicidade. Ela ia ao mercado e ele entrava para um bate-papo com o Bechir, foi assim que Paulo Lébeis Bomfim fez parte da minha adolescência, e nessa época ainda não tinha noção de sua grandiosidade.
Mais tarde com o Grupo do Reisado, nas idas a sua residência de veraneio madrugada adentro, ficávamos horas cantarolando as músicas itanhaenses. O tempo passou, ingressei na Academia Itanhaense de Letras e, que surpresa, tendo-o como acadêmico honorário da Academia e sabedora de sua importância para nossa Literatura, conhecido como “Príncipe dos Poetas”. Lendo seus livros, soube que Itanhaém era uma das muitas inspirações de seus escritos.
E nesse caminhar literário, tive o prazer de estar em alguns eventos onde era homenageado, numa das ocasiões quando como diretora social da AIL, no Fórum de Itanhaém, outra como Presidente, na reinauguração da Biblioteca Municipal Poeta Paulo Bomfim, em vinte e dois de abril de dois mil e seis; e um dos eventos emocionantes foi quando completou seus noventa anos, homenagem realizada no Centro de Integração Empresa-Escola em São Paulo, quando em seu discurso agradeceu a presença dos acadêmicos de Itanhaém. Como lembrança sua Fotobiografia 90 anos, escrita por Di Bonetti.
De todo esse seu caminhar poético é que quero que permaneça memorável, um imortal para nós, seus seguidores nas letras. Nascido em 30 de Setembro de 1926 e falecido em 7 de julho de 2019.
Nosso eterno “PRÍNCIPE DOS POETAS”.
*Trova de Elizabeth para o eterno poeta*
Prosseguindo em nossas vidas
Os seus escritos, enfim
Com histórias bem vividas
Eterno, Paulo Bomfim.